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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

25 de Novembro - Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher





Em 1999, a Assembléia Geral da ONU instituiu o dia que ficou conhecido como o "Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher". A data foi escolhida em homenagem às irmãs da República Dominicana, Maria Teresa, Minerva e Pátria, também conhecidas como "Las Mariposas", que foram cruelmente assassinadas a mando do ditador daquele país, Rafael Leônidas Trujillo. As irmãs Mariposas eram ferrenhas opositoras da ditadura imposta por Trujillo e o preço que pagaram por terem lutado vigorosamente contra este ditador, foi ter suas próprias vidas ceifadas de maneira brutal.

A violência contra a mulher nos dias atuais está tomando proporções alarmantes. A cada dia, mulheres são agredidas ou assassinadas por seus maridos, noivos, namorados que não aceitam o fim de seu relacionamento amoroso, os chamados "crimes de honra", ou mesmo por homens da própria família que deveriam protegê-las, mas que vêem na figura da mulher, um objeto de posse e não um ser humano com direitos e vontades que devem ser respeitados. 

No Brasil, estima-se que 43% das mulheres sofram agressões diariamente. Semanalmente são registrados 35% novos casos de agressão. A cada 11 minutos, uma mulher é violentada no país. No restante do mundo estima-se que 70% das mulheres já sofreram algum tipo de violência física ou sexual, independente de raça, credo e posição social.

Em algumas culturas, a violência contra a mulher além de tolerada, é também incentivada. Em alguns países muçulmanos e africanos, a mutilação genital feminina ainda é uma prática aceitável. Cerca de 3 milhões de meninas e mulheres são mutiladas a cada ano. Para eles, a ablação genital é uma forma de 'atestado' que garante a pureza e submissão de suas mulheres a seus futuros maridos. A cada ano, muitas delas morrem de tétano ou outros tipos de infecção em consequência das más condições de higiene a que são submetidas no momento da mutilação, feita geralmente por mulheres comuns do vilarejo que usam facas, giletes ou cacos de vidro sem nenhum tipo de esterilização. Estima-se que nestas culturas, 100 milhões de mulheres serão vítimas de casamentos forçados na próxima década, o que significa mais mutilações.

A violência física não produz apenas danos à saúde física da mulher, mas também afeta sua saúde emocional e psicológica, deixando em alguns casos, marcas mais difíceis de apagar do que as marcas da violência em seu próprio corpo. Mulheres agredidas física, verbal ou emocionalmente, desenvolvem baixa autoestima, depressão, síndrome do pânico, dificuldade de concentração, insônia, baixa produtividade, além de altos índices de estresse.

A violência contra a mulher é um flagelo social que envolve a todos. Além de ser um problema de saúde pública devido à crescente quantidade de vítimas, os gastos subsequentes para garantir o suporte físico, emocional e psicológico de que necessitam é imenso. O problema exige também uma série de medidas de políticas públicas, onde os legisladores precisam, apoiados pela sociedade, criar leis mais duras e inafiançáveis para estes criminosos. Talvez assim, os potenciais agressores pensem, antes de cometerem esse tipo de barbaridade tão covarde contra a mulher.






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